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Gastronomia

Frutos do Mar em Imaruí, SC: o guia mais completo

Por Equipe PIER8· 09 de julho de 2026· 18 min de leitura· 0 visualizações
Frutos do mar frescos — lagosta, camarões e peixe

Guia completo dos frutos do mar em Imaruí: camarão, tainha, robalo, ostras, tilápia. Sazonalidade, pratos, tradição pesqueira e onde comer no PIER8.

Existe um momento específico em Imaruí que quem já esteve nunca esquece: sentar à beira do lago, com o deck de madeira sob os pés, palmeiras ao redor, a água parada refletindo o fim de tarde — e chegar à mesa um prato de camarão ao alho e óleo que cheirou antes de aparecer.

É essa combinação que faz dos frutos do mar em Imaruí uma experiência diferente de qualquer restaurante de shopping ou delivery: o peixe tem história, o ambiente tem alma, e a refeição vira memória.

Este guia cobre tudo sobre frutos do mar em Imaruí — as espécies da lagoa, a tradição pesqueira, os pratos, a sazonalidade e onde encontrar a melhor experiência gastronômica da cidade.

Por que Imaruí é um destino de frutos do mar?

Imaruí não virou destino de frutos do mar por acidente. A cidade é banhada pela Lagoa de Imaruí — 86 km² de água salobra rica em nutrientes, que alimenta uma das mais produtivas bacias pesqueiras do litoral sul catarinense.

Essa lagoa integra o Complexo Lagunar Santo Antônio dos Anjos, um sistema de lagoas interconectadas que se estende por Imaruí, Laguna e municípios vizinhos. A combinação de água doce dos rios com a água salgada que entra pelo canal de Laguna cria um ambiente único — estuarino, rico em matéria orgânica, ideal para a reprodução e desenvolvimento de peixes e crustáceos.

O resultado: camarão, tainha, robalo, linguado, corvina e tilápia em abundância, capturados artesanalmente por famílias que vivem da lagoa há gerações.

Quando você pede frutos do mar em Imaruí, existe uma probabilidade real de que o que chegou ao prato saiu da lagoa nas últimas 24 horas.

As espécies de frutos do mar da Lagoa de Imaruí

Camarão — a estrela da lagoa

O camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) é a espécie mais capturada e mais valorizada pelos pescadores de Imaruí. Menor que o camarão industrial, tem carne mais firme, sabor mais adocicado e textura que aguenta melhor o calor da frigideira sem encolher.

O nome vem das sete espinhas do rostro. A aparência é simples — o sabor não.

O camarão-branco (Litopenaeus schmitti) também ocorre na lagoa, especialmente na primavera, quando os juvenis entram em grandes cardumes pelas bocas dos rios. Maior, mais macio, é a escolha para grelhados e moquecas.

Sazonalidade do camarão:

  • Verão (dez-fev): abundância, tamanhos variados
  • Outono (mar-mai): temporada mais produtiva do sete-barbas
  • Inverno (jun-ago): menos volume, mas qualidade alta
  • Primavera (set-nov): entrada do camarão-branco jovem

Tainha — símbolo cultural da lagoa

A tainha (Mugil liza) é o peixe mais capturado em volume na Lagoa de Imaruí. Entre abril e junho, quando os cardumes migram do sul para o norte seguindo a corrente costeira, toda a comunidade pesqueira de Imaruí se organiza em torno da pesca.

A carne da tainha é firme, levemente oleosa e saborosa — perfeita para a brasa. A tainha na brasa é o prato mais tradicional da culinária pesqueira de Imaruí: o peixe aberto ao meio, temperado com sal grosso e limão, assado lentamente sobre brasa de madeira.

As ovas de tainha — os ovários da tainha fêmea — são consideradas iguaria regional. Salgadas e secas ao sol, têm sabor intenso e são consumidas com farinha de mandioca.

Robalo — o peixe mais nobre

O robalo (Centropomus undecimalis) é o peixe mais valorizado da lagoa — e um dos mais difíceis de pescar. Predador ativo, solitário, esperto. Os pescadores mais experientes de Imaruí dedicam anos aprendendo os hábitos do robalo: onde ele espera, em que hora do dia ataca, como posicionar a isca.

A carne do robalo é branca, firme, de sabor delicado e praticamente sem espinhas. Grelhado no azeite com ervas, é considerado o melhor peixe de água salobra do Brasil por muitos chefs.

Melhor época: inverno, quando os robalos se concentram nas partes mais fundas da lagoa.

Linguado — o fundo da lagoa

O linguado (Paralichthys orbignyanus) vive no fundo arenoso da lagoa, camuflado. É capturado principalmente com espinhel — uma linha comprida com múltiplos anzóis que os pescadores tendem ao entardecer e recolhem pela manhã.

Peixe plano, com os dois olhos no mesmo lado, a carne do linguado é extremamente delicada, quase sem sabor próprio — absorve temperos e manteigas com facilidade. Ideal para preparações mais refinadas: linguado ao molho de alcaparras, linguado à meunière.

Tilápia — do lago para a mesa

A tilápia (Oreochromis niloticus) é espécie introduzida, originária da África, que se adaptou completamente à lagoa de Imaruí. Controversa do ponto de vista ecológico, é hoje parte da economia pesqueira local — e da gastronomia.

A carne é branca, macia, de sabor suave. Filé de tilápia grelhado com ervas provençais é um dos pratos mais pedidos no PIER8: técnica simples, resultado consistente, peixe fresco da lagoa.

Ostras — tesouros das pedras

As ostras que chegam ao cardápio de Imaruí vêm principalmente da Baia de Florianópolis, onde a ostreicultura catarinense é referência mundial. Frescas, chegam vivas e são abertas na hora.

A ostra gratinada — na concha, coberta com manteiga de ervas, queijo e um toque de limão — é entrada obrigatória para quem visita o PIER8 pela primeira vez.

Siri-azul — o sabor das marés

O siri-azul (Callinectes sapidus) é facilmente identificável pelas pinças azuis brilhantes. Ocorre em toda a lagoa de Imaruí, especialmente próximo à vegetação aquática e nas bordas de manguezal.

A carne, retirada das carapaças com paciência, é usada em tortas, recheios, caldos e, quando o volume permite, em porções próprias.

Os pratos de frutos do mar da culinária de Imaruí

Camarão ao alho e óleo

O prato mais pedido no PIER8 — e com razão.

Camarões frescos do lago salteados em azeite extravirgem com alho dourado em lâminas, finalizado com ervas finas e suco de limão siciliano. A técnica é simples: frigideira bem quente, azeite generoso, camarão por no máximo dois minutos de cada lado. O segredo está na qualidade do camarão e na temperatura do óleo.

Servido com arroz branco e pirão de peixe — o caldo encorpado com farinha de mandioca que absorve todo o sabor da fritura.

Camarão à milanesa

Os mesmos camarões frescos, empanados na farinha especial da casa — uma mistura de farinha de rosca, temperos secos e uma pitada de páprica defumada. Fritos no ponto certo: dourados e crocantes por fora, suculentos por dentro.

Acompanham arroz, farofa de manteiga e molho tártaro caseiro.

Ostra gratinada

Meia dúzia de ostras frescas abertas na hora, mantidas na concha inferior. Cobertas com manteiga de ervas (manteiga, alho, salsinha, cebolinha), queijo parmesão ralado fino e uma pedra de limão siciliano. Gratinadas até o queijo borbulhar.

Servidas sobre sal grosso para manter a posição. Comem-se com um garfo pequeno, absorvendo o líquido acumulado na concha com a ostra.

Filé de tilápia grelhado

Filé de tilápia fresca do lago, temperado com sal, pimenta-do-reino e ervas provençais (tomilho, orégano, manjericão), grelhado no azeite em frigideira de ferro. Finalizado com manteiga e suco de limão.

Acompanha legumes salteados — abobrinha, cenoura, vagem — e arroz integral ou branco.

Peixe empanado

Postas de peixe fresco — geralmente tilápia ou corvina — empanadas na farinha especial da casa e fritas até a casca ficar dourada e crocante. Acompanham arroz, salada fresca e molho especial da casa.

Isca de peixe

Tiras finas de peixe fresco empanadas e fritas, crocantes por fora e macias por dentro. Servidas como petisco para compartilhar — chegam em porção generosa, com molho especial para mergulhar.

Moqueca catarinense

Diferente da baiana (sem dendê e sem leite de coco) e da capixaba, a moqueca do litoral sul de Santa Catarina usa azeite de oliva, urucum para a cor, cebola, tomate, pimentão e muito coentro.

O resultado é mais leve, mais delicado — os frutos do mar aparecem sem serem encobertos por gordura. Dependendo do dia e da oferta da lagoa, a moqueca do PIER8 pode levar camarão, peixe ou combinação dos dois.

Caldeirada de frutos do mar

Caldo encorpado com peixe, camarão e legumes, cozido lentamente. Mais espessa que a moqueca, mais rústica — uma refeição de inverno que aquece por dentro. Acompanha arroz e pão caseiro para absorver o caldo.

Pirão de peixe

Não é um prato principal — é o acompanhamento que eleva qualquer prato de frutos do mar de Imaruí. Feito com caldo de peixe cozido com farinha de mandioca até engrossar em consistência cremosa, o pirão absorve todo o sabor do peixe.

Quem nunca comeu pirão de peixe feito com caldo de tainha fresca não sabe o que está perdendo.

Sazonalidade: quando comer cada fruto do mar em Imaruí

A gastronomia de Imaruí segue os ritmos da lagoa — e isso é um dos seus maiores encantos. Não existe cardápio fixo o ano inteiro: existe o que a lagoa oferece em cada estação.

EspécieMelhor épocaPior época
TainhaAbr–JunAgo–Set
Camarão-sete-barbasMar–MaiJan–Fev
Camarão-brancoSet–NovJun–Ago
RobaloJun–AgoDez–Fev
LinguadoAno todo
TilápiaAno todo
OstraAno todo (melhor no inverno)
Siri-azulOut–DezJun–Jul

Dica prática: ao chegar no PIER8, pergunte o que está mais fresco naquele dia. O cardápio segue a lagoa — e o que está mais fresco é sempre a melhor escolha.

A pesca artesanal de Imaruí: de onde vêm os frutos do mar

A cadeia dos frutos do mar em Imaruí começa antes do sol nascer.

Às 4h da manhã, pescadores saem em canoas de madeira — algumas com motor de rabeta, outras no remo — para as paragens da lagoa onde os cardumes costumam estar. Levam tarrafa, espinhel, puçá. Voltam ao amanhecer.

O pescado é vendido diretamente de suas casas, em mercadinhos locais ou para restaurantes como o PIER8, que valorizam a relação direta com quem pesca.

Esse modelo de pesca artesanal:

  • Gera renda para famílias imaruienses há séculos
  • Preserva técnicas tradicionais de captura seletiva
  • Produz frutos do mar mais frescos e de qualidade superior ao industrial
  • Mantém a biodiversidade da lagoa através de práticas de baixo impacto

Quando você come frutos do mar no PIER8, está participando dessa cadeia — e sustentando uma tradição que precisa de apoio para continuar.

Onde comer frutos do mar em Imaruí: PIER8 Gastropub

O PIER8 é o principal restaurante em Imaruí especializado em frutos do mar. Localizado na SC-437, Sítio Novo, à beira do lago, o PIER8 combina gastronomia de qualidade com um ambiente que é, por si só, parte da experiência.

O ambiente

Deck de madeira sobre o lago. Palmeiras imperiais. Som de pássaros. Vista panorâmica para a lagoa de Imaruí. Iluminação suave ao entardecer.

Esse é o cenário em que os pratos de frutos do mar são servidos no PIER8 — e ele muda completamente a percepção do que está no prato.

O cardápio completo de frutos do mar

  • Camarão ao alho e óleo — o mais pedido
  • Camarão à milanesa — crocante e suculento
  • Ostra gratinada — meia dúzia na concha
  • Filé de tilápia grelhado — fresco do lago
  • Peixe empanado — postas crocantes
  • Isca de peixe — petisco para compartilhar

Consulte o cardápio completo para disponibilidade e opções sazonais.

Funcionamento

  • Sexta-feira: 18h às 23h
  • Sábado: 12h às 23h
  • Domingo: 11h às 20h

Reservas

WhatsApp: (48) 99667-2727

Fins de semana lotam — reserve com antecedência.

O que os clientes dizem

Mais de 37 avaliações no Google com nota 4,8 estrelas. Veja as avaliações dos clientes.

Frutos do mar em Imaruí: além do restaurante

Comprar peixe fresco diretamente do pescador

Para quem quer preparar em casa, é possível comprar peixe fresco diretamente com pescadores locais — especialmente durante a temporada da tainha (abril a junho), quando a oferta é grande e os preços, acessíveis.

Pergunte nas redondezas da orla da lagoa — os pescadores vendem da própria casa ou de pequenos pontos de venda informais.

Feira do produtor

Imaruí tem feira local com produtos regionais, incluindo pescado fresco em alguns períodos. Verifique o dia e horário da feira com a prefeitura municipal ou diretamente com moradores locais.

Frutos do mar e turismo em Imaruí: o programa completo

A melhor forma de aproveitar os frutos do mar em Imaruí é dentro de um programa maior que inclui a natureza, a lagoa e o lazer.

Programa sugerido para um sábado

Manhã:

  • Chegada pela SC-437
  • Passeio de barco pela Lagoa de Imaruí ao amanhecer
  • Observação da pesca artesanal nas margens

Almoço:

  • Camarão ao alho e óleo no PIER8
  • Ostras gratinadas de entrada
  • Cerveja gelada ou caipirinha artesanal

Tarde:

  • Day use no PIER8 — piscinas, pesca recreativa, descanso à beira do lago
  • Pôr do sol no deck

Jantar:

  • Filé de tilápia grelhado ou peixe empanado
  • Caldo de peixe para encerrar

Combinar com outros programas

Por que os frutos do mar de Imaruí são diferentes

Existe uma diferença real entre comer frutos do mar em um restaurante de shopping center e comer frutos do mar em Imaruí — e ela vai além do ambiente.

1. Frescor real. O camarão servido no PIER8 não passou por câmara fria industrial, não foi importado do Nordeste, não ficou dias em gelo. Saiu da lagoa para o restaurante em ciclos curtos — às vezes no mesmo dia.

2. Espécies artesanais. O camarão-sete-barbas capturado artesanalmente na Lagoa de Imaruí tem sabor diferente do camarão de fazenda. Não é marketing — é biologia. Alimentação natural, água salobra, movimento real criam textura e sabor que o industrial não consegue replicar.

3. Conexão com quem pesca. Em Imaruí, você pode saber o nome do pescador que capturou o que está no seu prato. Essa conexão — entre produtor, restaurante e comensal — é o que define o conceito moderno de gastronomia sustentável. Aqui é simplesmente a forma como sempre funcionou.

4. O ambiente muda tudo. Neurogastronomia — a ciência que estuda como o cérebro processa o sabor — confirma que o ambiente afeta diretamente a percepção do gosto. Comer camarão ao alho e óleo com vista para a lagoa, ao som de pássaros, com brisa suave, faz o prato ser literalmente mais gostoso do que o mesmo prato numa mesa de shopping.

Dúvidas frequentes sobre frutos do mar em Imaruí

Os frutos do mar do PIER8 são frescos ou congelados?
Os pescados e frutos do mar servidos no PIER8 são frescos, provenientes da Lagoa de Imaruí e de fornecedores locais. A disponibilidade pode variar conforme a sazonalidade da lagoa.

Qual é o prato de frutos do mar mais pedido no PIER8?
O camarão ao alho e óleo é consistentemente o mais pedido — seguido pelo camarão à milanesa e pela ostra gratinada como entrada.

Imaruí tem peixe de rio ou de lagoa?
A Lagoa de Imaruí é uma lagoa costeira de água salobra — mistura de água doce dos rios com água salgada do oceano. As espécies são adaptadas a esse ambiente específico: tainha, robalo, linguado, camarão. Não é rio nem mar — é algo único.

Qual a melhor época para comer tainha em Imaruí?
Entre abril e junho, durante a migração anual dos cardumes de tainha ao longo da costa brasileira. É quando o peixe está mais gordo, mais saboroso e em maior abundância.

O PIER8 aceita pedidos para grupos grandes com foco em frutos do mar?
Sim. Para grupos e eventos em Imaruí, entre em contato pelo WhatsApp (48) 99667-2727 para cardápio personalizado e reserva de espaço.

Tem opção de frutos do mar para crianças?
Sim. Isca de peixe e camarão à milanesa são as opções mais populares entre crianças — simples, crocantes e sem molhos fortes.

Como chegar ao PIER8 para comer frutos do mar em Imaruí?
SC-437, Sítio Novo, Imaruí, SC — a 10 minutos de Pescaria Brava e 25 minutos de Laguna. Estacionamento gratuito na entrada.

Imaruí tem uma lagoa de 86 km². Tem pescadores que vivem dela há gerações. Tem um gastropub à beira da água que transforma esses ingredientes em experiência.

Reserve sua mesa no PIER8 — o melhor lugar para comer frutos do mar em Imaruí, SC.

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