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Turismo

Rota Turística SC-437: o guia definitivo entre Pescaria Brava e Imaruí (SC)

Por Equipe PIER8· 30 de julho de 2026· 28 min de leitura· 0 visualizações
Rodovia SC-437 margeando a Lagoa de Imaruí, em Santa Catarina, ao pôr do sol

Mais de 60 km entre a BR-101 e o coração de Imaruí: trapiches açorianos, o Santuário da Beata Albertina, cachoeiras da Serra do Tabuleiro, gastronomia de frutos do mar e um alerta honesto sobre os trechos ainda não asfaltados da SC-437.

A maioria das pessoas conhece a SC-437 apenas como "aquela estrada que sai da BR-101 perto de Laguna". Passa-se por ela com pressa, a caminho de outro lugar, sem imaginar que, entre Pescaria Brava e Imaruí, existe uma das rotas turísticas mais completas — e mais silenciosas — do litoral sul de Santa Catarina.

Em pouco mais de 60 quilômetros, a rota turística SC-437 costura cinco universos diferentes: o litoral lagunar de herança açoriana, com trapiches de madeira e pesca artesanal; o turismo religioso de projeção nacional, no Santuário da Beata Albertina Berkenbrock; o turismo rural das comunidades do interior, onde ainda se conversa com o vizinho na estrada; a gastronomia de frutos do mar e cafés coloniais; e a natureza bruta da Serra do Tabuleiro, com cachoeiras, trilhas e mirantes.

Este guia foi escrito para quem quer fazer essa estrada direito — com tempo, com mapa e com informação honesta, inclusive sobre o que ainda não está pronto. Ele nasce de dentro da rota: o PIER8, na SC-437, em Sítio Novo, está no meio exato desse caminho.

Aviso de responsabilidade: turismo em área rural muda rápido. Horários, preços e condições de estrada foram levantados em fontes públicas (prefeituras, portais oficiais de turismo, imprensa regional, agregadores e redes sociais dos estabelecimentos) e podem mudar. Sempre confirme por telefone ou WhatsApp antes de sair de casa — especialmente para as cachoeiras e pousadas do interior, que costumam funcionar mediante agendamento.


Mapa da rota: a espinha dorsal do roteiro

Uma linha, do asfalto ao pé da serra:

        BR-101 (saída para Laguna / Pescaria Brava)
                        │
                        ▼
              PESCARIA BRAVA  ──── Trapiche Municipal
                        │           Orla da Lagoa de Imaruí
                        │           Igreja Bom Jesus do Socorro
                        │           Gruta N. Sra. de Lourdes (bairro Santiago)
                        ▼
                 Barreiros / Siqueiro   (trecho asfaltado recentemente)
                        │
                        ▼
                  SÍTIO NOVO  ──── Igreja São Sebastião
                        │           ↓ ~800 m
                        │        ★ PIER8 — restaurante, gastropub,
                        │           piscinas, pesque e pague, eventos
                        ▼
                  SAMAMBAIA  ──── Capela N. Sra. Aparecida
                        │
                        ▼
                  SÃO TOMÁS  ──── Cachoeira dos Pilões
                        │           Eko Hotel Boutique
                        │           trilhas e mirantes
                        ▼
                ARATINGAÚBA  ──── Rio Aratingaúba
                        │           cachoeiras e mototrilhas
                        │           Restaurante Três Cachoeiras
                        │           Café Colonial Madame Formiga
                        ▼
             SÃO LUÍS / SANTA ALBERTINA
                        │           Santuário Diocesano
                        │           Capela do Martírio
                        ▼
              CENTRO DE IMARUÍ  ──── trapiches, Igreja São João Batista,
                                      Casa da Cultura, Galego, Canoas Bistrô

A rota pode ser feita nos dois sentidos. Quem vem de Florianópolis (cerca de 1h30 até Pescaria Brava, via BR-101) normalmente entra pelo litoral e sobe rumo à serra. Quem vem de Tubarão ou Criciúma costuma fazer o inverso.


Antes de tudo: a verdade sobre o asfalto da SC-437

Essa é a informação mais frequentemente divulgada de forma incorreta na internet — e a que mais estraga viagem.

A SC-437 não é uma rodovia inteiramente pavimentada. Ela é uma rodovia em obras, com trechos em situações muito diferentes:

TrechoSituação
BR-101 → Pescaria BravaPavimentado, tráfego tranquilo
Pescaria Brava → Imaruí (incluindo Barreiros e Siqueiro)Pavimentado. Foram mais de 7 km asfaltados em obra de cerca de R$ 15,5 milhões, concluída e entregue
Imaruí → Aratingaúba (até o entroncamento com a SC-436)Parcialmente pavimentado. Obra de ~12,5 km, investimento em torno de R$ 23 milhões, com trechos já asfaltados e outros ainda em terra batida
Estradas vicinais (Estrada do Rodeio, Estrada Geral de São Tomás, Estrada Geral da Forquilha do Aratingaúba)Estradas rurais, majoritariamente de chão, com pedras soltas e trechos íngremes

Antes da obra atual, a descrição oficial do próprio governo do estado para o trecho Imaruí–Aratingaúba era direta: rodovia de chão batido, esburacada, sinuosa e cheia de pedregulhos. Parte disso já mudou; parte ainda não.

O que isso significa na prática:

  • Carro de passeio comum chega tranquilamente a Pescaria Brava, Sítio Novo, ao PIER8 e ao centro de Imaruí. Esse eixo é asfalto.
  • Para São Tomás, Aratingaúba e as cachoeiras, prefira carro com boa altura livre do solo. SUV, picape ou similar é o ideal. Carro baixo consegue, mas devagar e com atenção.
  • Depois de chuva forte, os trechos de chão ficam escorregadios e podem apresentar erosão. Reavalie o passeio às cachoeiras.
  • Evite dirigir à noite nos trechos não pavimentados: não há iluminação, há animais soltos e a sinalização é escassa.
  • Trecho de obra significa desvios, pare-e-siga e maquinário. Some 20 a 30 minutos ao tempo que o aplicativo estimar.

Dito isso: a estrada é justamente o que preserva a região. Se fosse tudo autoestrada, não haveria mais o silêncio que faz o passeio valer a pena.


Pescaria Brava: onde a rota começa

Como chegar: saída da BR-101 na região de Laguna, entrando na SC-437. Há uma alça de acesso ao município pela BR-101 sul, liberada em obra recente das marginais — a sinalização mudou nos últimos anos, então siga o GPS atualizado, e não a memória de viagens antigas.

Distâncias de referência: Laguna, cerca de 22 km. Tubarão, cerca de 25 km. Florianópolis, entre 127 e 136 km, aproximadamente 1h35 de viagem.

História: um distrito de 1857 que só virou município no século XXI

Pescaria Brava é antiga como povoado e jovem como município — uma combinação rara.

O território foi criado como distrito em 15 de maio de 1857, tornando-se a Freguesia de Bom Jesus do Socorro, ainda vinculada a Laguna. A ocupação, porém, é bem mais antiga: registros locais falam em presença indígena Carijó e sambaquis às margens do Rio do Siqueiro, e a colonização açoriana/portuguesa remonta a mais de três séculos.

A emancipação foi uma novela de quase uma década. Uma primeira comissão emancipacionista se formou em 1995, e o plebiscito daquele dezembro teve maioria favorável — mas não atingiu o quórum de votantes e a separação não se concretizou. Uma segunda tentativa venceu o plebiscito de 29 de junho de 2003, e o município foi criado por lei estadual, com data de criação em 25 de outubro de 2003. A instalação administrativa efetiva, com prefeitura própria e transição de bens e servidores, só aconteceu no início da década seguinte (as fontes divergem entre 2012 e 1º de janeiro de 2013).

Em abril de 2025, o município foi incluído na Rota Nacional do Turismo, sinal de que a cidade começou a levar a atividade a sério.

O que ver em Pescaria Brava

Igreja do Senhor Bom Jesus do Socorro — o patrimônio mais importante da cidade. São mais de 150 anos de história, com construção erguida com mão de obra escravizada, imagens barrocas entalhadas em madeira (algumas trazidas de Portugal) e sinos vindos de Braga. É o coração da Festa do Padroeiro, celebrada em agosto, com procissão e transladação da imagem. Tempo de visita: 20 a 30 minutos. Melhor horário: manhã, com a luz entrando pelas laterais. ALT sugerido para foto: "Fachada da Igreja do Senhor Bom Jesus do Socorro, em Pescaria Brava, SC".

Gruta Nossa Senhora de Lourdes — fica no bairro Santiago, com acesso pela própria SC-437, do lado esquerdo da rodovia no sentido Centro, com placa indicativa. Além de atrativo, é um ponto de devoção ativo: é de lá que sai a imagem na procissão da festa do padroeiro. Confirme localmente se há horário de visitação definido. Tempo de visita: 20 minutos.

Trapiche Municipal e orla da Lagoa de Imaruí — Pescaria Brava é banhada pela Lagoa de Imaruí, parte do complexo lagunar Santo Antônio dos Anjos–Imaruí–Mirim. Os trapiches de madeira não foram construídos para o turista: são estrutura de trabalho da pesca artesanal, onde se guardam canoas e redes. É exatamente por isso que valem a visita. Fim de tarde é a hora certa — é quando os barcos voltam e a luz baixa transforma a lagoa em espelho. Tempo de permanência: 40 a 60 minutos. ALT sugerido: "Trapiche de madeira na orla da Lagoa de Imaruí, em Pescaria Brava, ao pôr do sol".

Um alerta honesto: Pescaria Brava é cidade lagunar, não de mar aberto. Alguns sites listam "praias" entre os atrativos, o que induz o visitante ao erro. Quem quer mar deve seguir para Laguna ou Imbituba — e temos um guia específico para Laguna e outro para Imbituba.

Onde comer em Pescaria Brava

Aqui é preciso ser transparente: não existe hoje uma lista pública, oficial e verificável de restaurantes turísticos em Pescaria Brava. A própria prefeitura mantém uma página de "indicações de gastronomia" que funciona como formulário aberto para a população sugerir estabelecimentos — sinal de que o cadastro ainda está sendo construído.

Há uma armadilha comum: buscas por "Pesca Brava" retornam restaurantes da Praia Brava de Itajaí, a mais de 200 km dali. Não são a mesma coisa.

Nossa recomendação prática: faça a refeição principal mais adiante na rota — em Sítio Novo, em Aratingaúba ou no centro de Imaruí, onde há casas consolidadas e avaliadas. Em Pescaria Brava, aproveite comércios locais para café, água e abastecimento.

Onde se hospedar em Pescaria Brava

A oferta é enxuta. A opção que aparece de forma consistente em plataformas de reserva é a Pousada Santiago (também listada com o nome de Sítio Três Lagos), com nota em torno de 9,3 em plataforma de reservas e diárias a partir de cerca de R$ 136 na consulta feita. Há ainda ofertas de aluguel por temporada. Reserve com antecedência — o volume de leitos é pequeno.


Sítio Novo: a comunidade que ninguém espera encontrar

Passado o trecho de Barreiros e Siqueiro, a paisagem muda. A lagoa aparece e some entre morros, e a estrada entra em Sítio Novo, comunidade rural de Imaruí ligada à Paróquia São João Batista e organizada em torno da Igreja São Sebastião, sua padroeira.

Sítio Novo é o retrato do interior catarinense de origem açoriana e alemã: casas de família, roça, pesca, e uma memória coletiva forte — a ponto de a comunidade ter sido tema de uma dissertação acadêmica sobre história oral, tratando de quem foi embora e de quem ficou.

O que fazer aqui não está em lista de atrativos. É parar o carro, comprar alguma coisa no comércio local, e conversar. O morador do interior de Imaruí conta a história da estrada, indica a cachoeira que não está no Google e explica por que a safra deste ano está atrasada. Essa é a experiência.

Tempo sugerido: 30 a 45 minutos, sem contar a parada no PIER8. Melhor horário: manhã, quando a comunidade está em movimento. ALT sugerido: "Igreja de São Sebastião na comunidade rural de Sítio Novo, Imaruí, SC".


PIER8: o ponto de parada da rota

A cerca de 800 metros da Igreja São Sebastião, em Sítio Novo, uma via tranquila leva ao PIER8 — e esse trecho final já faz parte da experiência: área rural, verde de ambos os lados, sem trânsito, com a lagoa e a serra se revezando na paisagem.

Do ponto de vista do roteiro, o PIER8 ocupa uma posição estratégica: é o meio exato da rota. Está longe o suficiente de Pescaria Brava para justificar uma refeição e perto o suficiente do centro de Imaruí, de São Tomás e de Aratingaúba para funcionar como base do dia.

O que existe no PIER8

Restaurante e gastropub. A cozinha é à la carte, com foco em frutos do mar — camarão ao alho e óleo, camarão à milanesa, ostras gratinadas — e em peixes frescos, como filé de tilápia grelhado, peixe empanado e iscas. Há também massas artesanais, parmegianas e pratos de perfil colonial. O cardápio completo, com valores atualizados, está aqui. O ticket médio fica na faixa de R$ 40 a R$ 60 por pessoa para refeições correntes, subindo nos pratos de camarão e ostra.

Pesque e pague com lago próprio. Você pesca e a cozinha prepara. É a atividade que mais agrada a quem viaja com crianças e com avós ao mesmo tempo. Detalhes de funcionamento na página do pesque e pague.

Piscinas adulto e infantil, e day use. Nos fins de semana, é possível transformar a parada em um dia inteiro: piscina, deck, almoço e descanso. Veja as condições do day use.

Espaço para eventos. A área à beira d'água é usada para casamentos, aniversários e confraternizações corporativas, com cardápio e ambientação sob medida. A página de eventos reúne a estrutura disponível.

Estrutura de apoio. Estacionamento gratuito, ambiente pet-friendly, área infantil e mesas amplas para grupos familiares.

Ambiente e arquitetura. A construção é de linguagem rústica e contemporânea: madeira, decks abertos, cobertura ampla e paisagismo que privilegia a vista em vez de disputar com ela. Não é um restaurante fechado com ar-condicionado; é um lugar para ficar do lado de fora.

Público ideal: famílias com crianças, casais em viagem de estrada, grupos de amigos, ciclistas da SC-437 (o PIER8 funciona como ponto de apoio na rodovia) e peregrinos que vão ou voltam do Santuário da Beata Albertina.

Funcionamento: sexta das 18h às 23h; sábado das 12h às 23h; domingo das 11h às 20h. Reservas pelo WhatsApp (48) 99667-2727. As avaliações de quem já veio ajudam a calibrar a expectativa: a casa mantém média de 4,8 no Google.

Tempo sugerido: 2h para almoço; 5 a 6h para day use completo. ALT sugerido: "Deck do PIER8 à beira do lago, na SC-437, em Sítio Novo, Imaruí".


Samambaia: a curva verde do caminho

Seguindo a rota rumo ao interior, aparece Samambaia, comunidade rural de Imaruí organizada em torno da capela de Nossa Senhora Aparecida e também vinculada à Paróquia São João Batista.

É uma localidade pequena, de vida agrícola, sem estrutura turística formal — e é exatamente esse o seu valor. A comunidade recebeu investimento público recente, incluindo academia de saúde ao ar livre, o que indica ocupação viva e não abandono rural.

Para o viajante, Samambaia é parada de paisagem: morros cobertos de mata, pastagens, casas dispersas e um silêncio que a estrada asfaltada ainda não quebrou. Bom ponto para uma foto e para esticar as pernas.

Tempo sugerido: 15 a 20 minutos. ALT sugerido: "Paisagem rural da comunidade de Samambaia, no interior de Imaruí, SC".


São Tomás: cachoeira, floresta e hospedagem de imersão

Aqui começa o trecho verdadeiramente serrano da rota, no entorno do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro — a maior unidade de conservação de Santa Catarina, com remanescentes significativos de Mata Atlântica. Escrevemos um guia dedicado ao Parque da Serra do Tabuleiro em Imaruí para quem quiser se aprofundar.

Cachoeira dos Pilões — pousada, camping e restaurante

O atrativo mais estruturado da comunidade. É um complexo, não apenas uma queda d'água: cachoeira, pousada, camping e glamping, chalés rústicos, restaurante, churrasqueiras, arvorismo e tirolesa.

  • Endereço: Estrada do Rodeio / Estrada Geral de São Tomás, Imaruí – SC, CEP 88770-000
  • Horário: por volta das 09h às 18h, segundo agregadores; a hospedagem funciona o ano todo
  • Contato: WhatsApp (48) 99623-3988 — número divulgado pelo portal oficial de turismo do município
  • Instagram: @cachoeiradospiloes
  • Avaliação: cerca de 4,5 no Google, com mais de 400 votos
  • Acesso: estrada rural. Vá com veículo de boa altura e evite logo após chuva forte

Tempo sugerido: meio período para banho e trilha; um dia inteiro se incluir arvorismo e almoço. ALT sugerido: "Queda d'água da Cachoeira dos Pilões, em São Tomás, Imaruí, SC".

Eko Hotel Boutique — chalé e pousada

Hospedagem de perfil boutique, cercada por cachoeiras, com proposta de imersão na natureza e design cuidado. Fica na Rua do Rodeio, s/n, na mesma região rural. Opera também via plataforma de aluguel por temporada, com avaliações excelentes (nota máxima em plataformas de reserva, ainda com número reduzido de avaliações). Instagram: @ekohotelboutique.

Público: casais em busca de sossego e viajantes que querem dormir dentro da paisagem, não à beira da rodovia. Preço: tarifas dinâmicas, consulte diretamente.

Trilhas e mirantes

A área abriga trilhas de longa distância dentro do Parque da Serra do Tabuleiro — a rota Aratingaúba–Forquilha do Aratingaúba–Rio Garrafão, catalogada em plataformas de trilha, tem cerca de 23,5 km, 876 m de ganho de elevação e 7 a 8 horas de percurso, classificada como difícil. Não é passeio de fim de tarde: exige preparo, água, comida, e preferencialmente guia local.

Para vistas panorâmicas com esforço menor, há o Parque dos Mirantes Lagunares (Vista das Águas), projeto de conservação privado com trilhas, observação de aves e passeios a cavalo e de bicicleta, com vista para a Lagoa de Imaruí e a Serra do Tabuleiro — a visita é mediante agendamento prévio. O Morro da Cruz do Milênio também é citado pelo portal municipal como mirante.

Nota de precisão: dois nomes que circulam informalmente — "Vale das Bromélias" e "Mirante Encantado" — não puderam ser confirmados como atrativos formais em Imaruí nas fontes públicas consultadas. Há um "Vale das Bromélias" homônimo na Serra da Mantiqueira (RJ), que não tem relação com a região. Se alguém indicar esses nomes, peça referência local antes de dirigir até lá.


Aratingaúba: o vale das cachoeiras

Aratingaúba é o ponto mais bruto e mais bonito da rota. O vale do Rio Aratingaúba corta a Mata Atlântica em direção à Serra do Tabuleiro, e a comunidade — vinculada à paróquia local sob a devoção de Santo Antônio — vive entre a agricultura, o ecoturismo e as trilhas.

As cachoeiras

A região tem múltiplas quedas d'água, muitas em propriedades particulares. Isso exige um cuidado importante: nomes como "Cachoeira das Abelhas", "Cachoeira Escondida" e "Cachoeira da Família Turnes" circulam localmente, mas não constam em fontes públicas oficiais com endereço, horário ou condição de visitação. Provavelmente são quedas menores em terrenos privados, acessíveis com autorização do proprietário ou com guia local.

Existe registro de uma "Cachoeira da Família Rosa" em Imaruí, listada em agregadores como estabelecimento, mas temporariamente fechada na última verificação.

A regra de ouro: nunca entre em propriedade rural sem autorização. Peça orientação na Secretaria de Turismo de Imaruí, em um dos restaurantes da região ou com guias locais. Além de ser respeitoso, é mais seguro — quem conhece o terreno sabe onde há pedra solta e onde a água sobe rápido.

Mototrilhas e trilhas esportivas

Aratingaúba se consolidou como destino de trilheiros. Há eventos recorrentes de motociclismo off-road na região — passeios noturnos e encontros de trilheiros que reúnem dezenas de participantes, com largadas na Forquilha do Aratingaúba. A corrida Imaruí Ultra Trail, com percursos de 5K, 10K, 22K e 50K, tem largada no Restaurante Três Cachoeiras, na Estrada Geral da Forquilha do Aratingaúba.

Se você não é do esporte, vale saber disso por outro motivo: em fins de semana de evento, a estrada fica movimentada e as pousadas lotam. Reserve antes.

Onde comer em Aratingaúba

Restaurante Três Cachoeiras — o ponto de referência gastronômico do vale, com piscina para adultos e ambiente familiar. Fica na Estrada Geral da Forquilha do Aratingaúba, s/n. Avaliação em torno de 4,7 no Google, com dezenas de votos, e faixa de preço de R$ 40 a R$ 60 por pessoa segundo agregadores. Horários não são divulgados de forma consistente: ligue antes. Público indicado: famílias, grupos de trilheiros e quem vai passar o dia nas cachoeiras.

Café Colonial Madame Formiga — listado ora como café colonial, ora como padaria, no bairro Aratingaúba. Aparece entre as casas de café mais bem posicionadas do município em agregadores. Horários não divulgados publicamente; confirme por telefone antes. Público indicado: quem quer um café da tarde reforçado no meio da serra.

Onde se hospedar em Aratingaúba e arredores

Refúgio Vista da Montanha — pousada com hidromassagem, estacionamento gratuito, vista para montanha e lago, e acomodações que incluem tendas de luxo. Café da manhã incluso, segundo plataformas de reserva, com avaliação máxima em número pequeno de reviews. O site oficial estava em reformulação na consulta; reserve por plataforma ou contato direto. Público: casais e quem busca sossego absoluto.

O portal oficial de turismo de Imaruí lista ainda outras opções rurais — Sítio Berebello, Recanto da Natureza, Chalé Dovale, Pousada Salto do Sertão, Morada Sunset, Morada dos Açores, Hotel Cristal Mar e Chalés Encantos. A estrutura varia bastante entre elas: confirme se há café da manhã, sinal de celular e acesso pavimentado antes de fechar.


Santa Albertina: o capítulo de fé da rota

Na localidade de São Luís, em Imaruí, está o destino que traz gente de todo o Brasil a esta estrada: o Santuário Diocesano da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock.

Quem foi Albertina Berkenbrock

Albertina nasceu em 11 de abril de 1919, em São Luís, filha de Henrique e Josefina Berkenbrock, agricultores descendentes de alemães da região de Münster. Foi a quarta de nove irmãos, batizada ainda bebê, crismada aos cinco anos e admitida à primeira comunhão aos nove. Na comunidade, era chamada de "santinha" pela devoção precoce a Nossa Senhora e a São Luís Gonzaga.

Em 15 de junho de 1931, aos 12 anos, foi abordada por um empregado da família, Indalício Cipriano Martins, conhecido como "Maneco Palhoça". Ao resistir à tentativa de estupro, foi assassinada. O criminoso tentou incriminar outro homem, mas confessou o crime dois dias depois, foi preso em Aratingaúba e cumpriu pena em Laguna.

A Igreja a reconhece como mártir da castidade — o que, no direito canônico, dispensa a comprovação de milagre para a beatificação. Ela é frequentemente chamada de "Maria Goretti brasileira".

Linha do tempo

DataFato
11/04/1919Nascimento em São Luís, Imaruí (SC)
25/05/1919Batismo
09/03/1925Crisma
16/08/1928Primeira comunhão
15/06/1931Martírio, aos 12 anos
1954Abertura do primeiro processo de reconhecimento de santidade
Maio/2006A CNBB solicita formalmente a beatificação
16/12/2006Bento XVI assina o decreto de beatificação
20/10/2007Beatificação em Tubarão (SC), presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins

Festa litúrgica: 15 de junho.

Sobre a canonização — informação correta

É comum encontrar a expressão "Santa Albertina" em placas, nomes de comunidades e páginas turísticas. Do ponto de vista oficial, ela é Beata, não Santa. A canonização depende do reconhecimento formal de um milagre por Roma, e o processo permanece em aberto: existem relatos de graças alcançadas reunidos pela paróquia e pelos devotos, mas não há, até esta publicação, um milagre canonicamente aprovado nem data marcada para canonização. Vale registrar isso com honestidade — inclusive porque, se a canonização acontecer, será um dos maiores acontecimentos religiosos da história de Santa Catarina.

Visitando o Santuário

O Santuário Diocesano, em São Luís, abriga o túmulo da beata e é o destino principal das romarias. Próximo dali está a Capela do Martírio, erguida no local onde ela morreu — para muitos peregrinos, o momento mais forte da visita.

Horários de missa (comunicados pela diocese, vigentes a partir de março de 2026):

  • Sábado: 17h confissões · 18h Santa Missa
  • Domingo: 09h30 confissões · 10h Santa Missa

Festa anual: as celebrações do martírio ocorrem em 14 e 15 de junho e reúnem milhares de fiéis. É o período de maior movimento da rota inteira — se você viaja nessas datas, reserve hospedagem e mesa com bastante antecedência, ou programe-se para vir em outra semana.

Infraestrutura: o santuário recebe peregrinações o ano todo, mas detalhes como estacionamento, acessibilidade e hospedaria não estão publicados de forma consolidada. Grupos organizados devem contatar a paróquia antes.

Tempo sugerido: 1h30 a 2h, incluindo o santuário e a Capela do Martírio. ALT sugerido: "Santuário Diocesano da Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, em São Luís, Imaruí, SC".

Se o motivo da sua viagem for a fé, veja também nosso roteiro de turismo religioso em Imaruí.


Centro de Imaruí: o destino final da rota

História

Imaruí foi ocupada por pescadores vindos de Laguna ainda antes de 1800. Em 23 de agosto de 1833, criou-se a Freguesia de São João Batista do Imaruí, distrito de Laguna. Depois dos conflitos da Guerra dos Farrapos e da República Juliana — episódio que a memória local registra como o "massacre de Imaruí" —, famílias migraram de Laguna para cá, por volta de 1839.

A elevação a município veio em 27 de agosto de 1890. O nome tem origem indígena e remete ao maruim, o mosquito abundante na região lagunar. A cidade é de matriz açoriana, com economia historicamente ancorada na pesca artesanal da maior lagoa de Santa Catarina — tema do nosso guia completo da Lagoa de Imaruí.

O que ver

Os trapiches — a marca visual de Imaruí. São mais de 20 trapiches de pesca artesanal às margens da lagoa. Desde o fim dos anos 2000, passaram a ser reconhecidos também como patrimônio paisagístico e atrativo turístico. Percorrer a orla no fim da tarde, com os pescadores recolhendo redes, é a experiência mais autêntica que a cidade oferece. Melhor horário: entre 16h30 e o pôr do sol. ALT sugerido: "Conjunto de trapiches de pesca artesanal na orla de Imaruí, SC, ao entardecer".

Igreja Matriz São João Batista — sede da paróquia fundada em 1833, na Praça Getúlio Vargas, no Centro. O padroeiro dá nome à principal festa religiosa da cidade.

Casa da Cultura e do Artesanato — espaço municipal dedicado à produção artesanal local. Horários variam; confirme antes.

Centro de Atendimento ao Turista e Praça Central — funcionam como ponto de partida para quem chega sem roteiro. As informações operacionais (endereço e horário) não estão consolidadas online; o portal municipal de turismo é o canal mais confiável.

Para montar o dia inteiro na cidade, veja também o que fazer em Imaruí e o guia geral de turismo em Imaruí.

Onde comer no centro de Imaruí

Restaurante Galego

  • Endereço: Rua Vereador Eduardo Carlos Faust, 1423, Prainha
  • Horários: terça a domingo, das 19h à meia-noite (à la carte); sábados, domingos e feriados, das 11h às 15h (almoço)
  • Especialidades: frutos do mar — camarão à milanesa, camarão ensopado, camarão na moranga, lasanha de camarão, marisco à milanesa e refogado, pastéis e bolinho de siri
  • Telefone: (48) 99966-0459
  • Avaliações: figura entre os três restaurantes mais bem posicionados de Imaruí em agregadores, com mais de mil votos acumulados
  • Público indicado: famílias e grupos, jantar tradicional de frutos do mar

Canoas Bistrô

  • Endereço: Rua Vereador Eduardo Carlos Faust, 1660, Prainha
  • Telefone: (48) 9978-0435
  • Perfil: aberto em julho de 2018 por um casal, à beira da lagoa, com cozinha que cruza raízes italianas e frutos do mar da região; pizzas e filé américain aparecem com destaque nas avaliações
  • Horários: aberturas por volta das 19h segundo agregadores — confirme por telefone
  • Público indicado: casais e jantares mais autorais

E, no meio da rota, em Sítio Novo, o PIER8. Para uma visão mais ampla da cena gastronômica local, veja nosso guia de frutos do mar em Imaruí.


Onde comer, região por região

Uma síntese, sem misturar cidades:

Pescaria Brava — sem lista pública consolidada de restaurantes turísticos. Faixa de preço e horários não verificáveis. Use para abastecimento e café; programe a refeição adiante.

Sítio NovoPIER8. Frutos do mar, peixes, massas artesanais e pratos coloniais. R$ 40 a R$ 60 por pessoa em média. Ambiente ao ar livre, à beira do lago. Sexta 18h–23h, sábado 12h–23h, domingo 11h–20h. Nota 4,8 no Google. Ideal para famílias, grupos e viajantes de estrada.

AratingaúbaRestaurante Três Cachoeiras (R$ 40–60, nota ~4,7, ambiente familiar com piscina) e Café Colonial Madame Formiga (café colonial/padaria, bem avaliado entre as casas de café do município).

Centro de ImaruíRestaurante Galego (frutos do mar tradicionais, jantar e almoço de fim de semana) e Canoas Bistrô (cozinha ítalo-lagunar autoral, à beira d'água).


Onde se hospedar, região por região

Pescaria Brava — Pousada Santiago / Sítio Três Lagos. Nota ~9,3 em plataforma de reservas, diárias a partir de cerca de R$ 136. Perfil simples e bem avaliado. Bom para quem quer dormir perto da BR-101.

São Tomás — Cachoeira dos Pilões (pousada, chalés, camping e glamping; ótimo para famílias e grupos, com atividades no local) e Eko Hotel Boutique (chalé de imersão, perfil romântico, alta avaliação).

Aratingaúba e serra — Refúgio Vista da Montanha (hidromassagem, vista de montanha e lago, tendas de luxo; perfil casal). Complementarmente, as opções rurais listadas pelo portal municipal: Sítio Berebello, Recanto da Natureza, Chalé Dovale, Pousada Salto do Sertão, Morada Sunset, Morada dos Açores, Hotel Cristal Mar e Chalés Encantos.

Regra prática: a rota tem pouca cama e muita demanda em datas específicas (romarias de junho, eventos de trilha, feriados prolongados e temporada de verão). Reservar com um mês de antecedência nessas datas não é exagero.


Roteiros prontos

Roteiro de 1 dia — o essencial

  • 08h30 — Saída da BR-101, entrada em Pescaria Brava. Igreja do Senhor Bom Jesus do Socorro e Gruta de Lourdes
  • 10h00 — Orla e trapiche de Pescaria Brava
  • 11h00 — Estrada até Sítio Novo, parada na Igreja São Sebastião
  • 12h00 — Almoço no PIER8
  • 14h30 — Santuário da Beata Albertina, em São Luís
  • 16h30 — Centro de Imaruí: trapiches, Igreja Matriz e Casa da Cultura
  • 18h00 — Pôr do sol na orla e jantar no Galego ou no Canoas Bistrô

Roteiro de 2 dias — com a serra

Dia 1: o roteiro de 1 dia acima, com pernoite em Imaruí ou em São Tomás. Dia 2: manhã na Cachoeira dos Pilões, almoço no Restaurante Três Cachoeiras em Aratingaúba, tarde de café colonial na Madame Formiga e retorno pela SC-437.

Roteiro de 3 dias — a rota completa

Dia 1: Pescaria Brava, Sítio Novo, almoço e day use no PIER8. Pernoite na região. Dia 2: Santuário da Beata Albertina pela manhã, centro de Imaruí à tarde, jantar na orla. Dia 3: São Tomás e Aratingaúba — cachoeira, trilha curta, almoço no vale e mirantes ao fim da tarde.

Roteiro religioso

Igreja do Senhor Bom Jesus do Socorro (Pescaria Brava) → Gruta Nossa Senhora de Lourdes → Igreja São Sebastião (Sítio Novo) → Capela Nossa Senhora Aparecida (Samambaia) → Santuário e Capela do Martírio da Beata Albertina (São Luís) → Igreja Matriz São João Batista (Imaruí). Melhor data: 14 e 15 de junho, festa do martírio. Missa dominical no santuário: 10h.

Roteiro gastronômico

Café colonial na Madame Formiga → almoço de frutos do mar no PIER8 → tarde de pesca no pesque e pague → jantar no Canoas Bistrô. Dois dias fazem isso com folga.

Roteiro das cachoeiras

Cachoeira dos Pilões (dia inteiro, com arvorismo e tirolesa) → vale do Aratingaúba com guia local para as quedas menores → almoço no Três Cachoeiras. Exige veículo alto, agendamento prévio e checagem da previsão do tempo.

Roteiro para famílias

PIER8 pela manhã e início da tarde — piscina infantil, pesca e área para crianças — e centro de Imaruí no fim da tarde, com os trapiches. É o roteiro com menos estrada de chão e menos risco de frustração com criança pequena.

Roteiro romântico

Chegada tranquila, almoço à beira do lago no PIER8, tarde no Parque dos Mirantes mediante agendamento, pernoite no Eko Hotel Boutique ou no Refúgio Vista da Montanha, e jantar autoral no Canoas Bistrô. Para quem está planejando algo maior, o PIER8 realiza casamentos à beira do lago.


Dicas práticas de estrada

Combustível. Abasteça na BR-101 ou em Pescaria Brava. Não conte com posto no interior — entre Sítio Novo e Aratingaúba a oferta é escassa ou inexistente. Regra simples: entre na rota com o tanque acima da metade.

Água e mercado. Compre água e lanches em Pescaria Brava ou no centro de Imaruí. Nas comunidades há comércio pequeno, com horário curto e fechamento no domingo à tarde.

Farmácia. Concentradas em Pescaria Brava e no centro de Imaruí. Leve seus medicamentos de uso contínuo e um kit básico — repelente incluído (o maruim que dá nome à cidade não é lenda).

Sinal de celular e internet. Boa cobertura na faixa asfaltada, entre a BR-101, Pescaria Brava, Sítio Novo e o centro de Imaruí. Instável ou ausente em São Tomás, Aratingaúba e nas trilhas. Baixe o mapa offline antes de subir a serra e avise alguém do seu roteiro.

Melhor época. Abril e maio são ideais: clima ameno, temporada da tainha e pouca gente. Setembro e outubro também são excelentes, com cachoeiras cheias e mata verde. Verão tem mais movimento e chuvas de fim de tarde. Junho concentra as romarias — ótimo para a fé, cheio para a estrada.

Cuidados na estrada. Velocidade reduzida nos trechos de obra e nos de chão; atenção a caminhões, motos de trilha e animais; ultrapassagens apenas em trechos retos e sinalizados. Após chuva forte, reavalie os trechos não pavimentados.

Dinheiro. Leve algum dinheiro em espécie. Nem todo estabelecimento rural tem maquininha funcionando com sinal instável — Pix pode falhar sem internet.

Ciclismo. A SC-437 é rota conhecida de ciclistas no litoral sul. O PIER8 funciona como ponto de apoio, com água, refeição, banheiros e estacionamento seguro.


O que ainda não conseguimos confirmar

Um guia honesto diz também o que não sabe. Estes pontos permanecem em aberto e serão atualizados:

  • Nome oficial, extensão e data de construção do Trapiche Municipal de Pescaria Brava
  • Existência de restaurantes turísticos formalmente cadastrados em Pescaria Brava
  • Localização, acesso e condição de visitação das cachoeiras das Abelhas, Escondida e da Família Turnes
  • Existência dos atrativos "Vale das Bromélias" e "Mirante Encantado" com esses nomes em Imaruí
  • Coordenadas GPS oficiais do Santuário e da Capela do Martírio
  • Horários completos do Canoas Bistrô, da Casa da Cultura e do Centro de Atendimento ao Turista
  • Percentual atualizado de conclusão da pavimentação entre Imaruí e Aratingaúba

Se você conhece a região e pode corrigir ou complementar qualquer informação, fale conosco pelo WhatsApp (48) 99667-2727. Este guia é revisado periodicamente.


Conclusão

A rota turística SC-437 não é uma estrada de cartão-postal pronto. É uma estrada em construção — literalmente, em parte dela — que atravessa lagoa, roça, serra e fé em pouco mais de uma hora de carro. Quem passa correndo vê apenas curvas. Quem para descobre trapiches de duzentos anos, um santuário que atrai romeiros de todo o país, cachoeiras que ainda não têm nome no Google, e mesas onde o camarão chega fresco da lagoa.

O PIER8 fica no meio desse caminho, na SC-437, em Sítio Novo. Se você vai fazer a rota, use a gente como base: veja o cardápio, confira o day use ou simplesmente reserve pelo WhatsApp (48) 99667-2727 e venha almoçar olhando a água.

A estrada faz o resto.

Perguntas frequentes

A SC-437 é totalmente asfaltada?

Não. O trecho da BR-101 até Pescaria Brava e daí até Imaruí (incluindo Barreiros e Siqueiro) está pavimentado. Já o trecho entre Imaruí e Aratingaúba está em obras, com partes asfaltadas e partes ainda em terra batida. As estradas vicinais que levam às cachoeiras são rurais, de chão.

Dá para fazer a rota SC-437 com carro de passeio comum?

Sim, até Pescaria Brava, Sítio Novo, o PIER8 e o centro de Imaruí — esse eixo é asfaltado. Para São Tomás, Aratingaúba e as cachoeiras, o recomendado é um veículo com boa altura livre do solo, especialmente após chuva.

Quanto tempo leva para percorrer a rota turística SC-437?

Sem paradas, o trajeto entre Pescaria Brava e o centro de Imaruí leva cerca de 1 hora. Para aproveitar de verdade, reserve 1 dia para o essencial, 2 dias incluindo a serra e 3 dias para a rota completa com cachoeiras.

Qual a melhor época para fazer a rota?

Abril e maio são ideais: clima ameno, temporada da tainha e pouco movimento. Setembro e outubro também são ótimos, com as cachoeiras cheias. Junho concentra as romarias da Beata Albertina, com grande movimento nos dias 14 e 15.

Onde comer na rota entre Pescaria Brava e Imaruí?

Em Sítio Novo, o PIER8 (frutos do mar, peixes e massas, R$ 40 a R$ 60 por pessoa). Em Aratingaúba, o Restaurante Três Cachoeiras e o Café Colonial Madame Formiga. No centro de Imaruí, o Restaurante Galego e o Canoas Bistrô. Em Pescaria Brava ainda não há uma lista pública consolidada de restaurantes turísticos.

Albertina Berkenbrock já é santa?

Oficialmente ela é Beata, não Santa. Foi beatificada em 20 de outubro de 2007, em Tubarão, após decreto assinado por Bento XVI em dezembro de 2006. A canonização depende do reconhecimento formal de um milagre, e o processo segue em aberto.

Quais os horários de missa no Santuário da Beata Albertina?

Segundo comunicado da diocese vigente a partir de março de 2026: aos sábados, confissões às 17h e missa às 18h; aos domingos, confissões às 9h30 e missa às 10h. A festa do martírio ocorre em 14 e 15 de junho.

Onde fica o PIER8 na rota?

Na SC-437, na comunidade de Sítio Novo, em Imaruí, a cerca de 800 metros da Igreja São Sebastião. Fica no meio exato da rota, funcionando como ponto de parada para almoço, day use e apoio a ciclistas.

Quais cachoeiras posso visitar na região de Imaruí?

A mais estruturada e aberta ao público é a Cachoeira dos Pilões, em São Tomás, com pousada, camping, restaurante, arvorismo e tirolesa. No vale do Aratingaúba há outras quedas, muitas em propriedades particulares — visite apenas com autorização do proprietário ou com guia local.

Onde se hospedar ao longo da SC-437?

Em Pescaria Brava, a Pousada Santiago. Em São Tomás, a Cachoeira dos Pilões (pousada, chalés e camping) e o Eko Hotel Boutique. Na região serrana, o Refúgio Vista da Montanha, além de várias pousadas rurais listadas pelo portal municipal de turismo. Reserve com antecedência: há pouca cama disponível.

Tem sinal de celular em toda a rota?

A cobertura é boa no trecho asfaltado, entre a BR-101, Pescaria Brava, Sítio Novo e o centro de Imaruí. Em São Tomás, Aratingaúba e nas trilhas o sinal é instável ou inexistente. Baixe o mapa offline antes de subir a serra.

Onde abastecer o carro na rota SC-437?

Abasteça na BR-101 ou em Pescaria Brava. Não há oferta confiável de combustível entre Sítio Novo e Aratingaúba. Entre na rota com o tanque acima da metade e leve dinheiro em espécie, já que o Pix pode falhar sem internet.

A rota é indicada para crianças?

Sim, especialmente o eixo asfaltado. O PIER8 tem piscina infantil, pesque e pague e área para crianças, e o centro de Imaruí tem os trapiches para o fim da tarde. As trilhas longas da Serra do Tabuleiro não são indicadas para crianças pequenas.

Pescaria Brava tem praia de mar?

Não. Pescaria Brava é uma cidade lagunar, banhada pela Lagoa de Imaruí. Alguns sites citam praias de forma imprecisa. Para mar aberto, as opções mais próximas são Laguna e Imbituba.

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